O que significa ASIC resistente?
No contexto das criptomoedas, um protocolo que é considerado ASIC resistente é aquele estruturado para que o uso de hardware especializado (ASICs — Application-Specific Integrated Circuits) seja ineficiente ou pouco lucrativo, comparado à mineração com GPUs ou CPUs convencionais. Essa característica busca manter a mineração mais acessível, descentralizada e justa.
Por que isso importa?
ASICs são dispositivos muito eficientes para mineração de criptomoedas, mas sua alta performance e custo elevado criam barreiras para mineradores comuns, concentrando o poder nas mãos de poucos. Ao tornar a mineração ASIC-resistente, redes como Monero, Ethereum (no modelo PoW anterior) e Ravencoin buscam evitar essa centralização e permitir a participação de usuários com hardware simples.
Como funciona um protocolo ASIC resistente?
- Algoritmos “memory-hard”: exigem grande quantidade de memória, o que complica o uso de ASICs. Isso deixa GPUs mais competitivas, como no caso das antigas redes Ethash ou Equihash.
- Complexidade e mudanças constantes: executar múltiplos algoritmos ou atualizar periodicamente dificulta o desenvolvimento de ASICs adaptados.
- Exemplos práticos:
- Monero utiliza o algoritmo RandomX, projetado para ser eficiente em CPU e ineficiente para ASICs.
- Ravencoin usa a variante KawPow (derivada do ProgPoW) para manter a mineração GPU-friendly.
Prós e Contras
| Vantagens | Desvantagens |
|---|---|
| Acesso mais remoto à mineração, ampliando a descentralização | Menor eficiência energética e maiores custos com energia |
| Redução do risco de centralização e ataques de grande bloco | Necessidade de atualizar constantemente o algoritmo para manter a resistência |
| Participação democratizada | Potencial aumento no uso de bots ou malware para minerar com CPUs de terceiros |